Comentário sobre o texto "Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano", por Douglas Rushkoff.

     Baseando-se nas reflexões que tive ao ler a publicação de Rushkoff, foi possível inferir o quão emergencial tem se tornado as mudanças climáticas, ocasionadas pela exploração humana, para que tal fator chamasse a atenção de alguns dos maiores responsáveis por causá-las. Entretanto, ao decorrer do texto, fiquei atônito em entender que para os "ultra-ricos" os possíveis resultados catastróficos não são uma probabilidade, somente um fato inevitável. Desse modo, evidencia-se o quanto o homem se desumaniza constantemente para que os seus anseios individuais e o vício pelo capital sejam atendidos cada vez mais, embora tal questão contradiz muitas ideias que defendem o ser humano como ser social. Além disso, com a ampliação temática dada pelo autor ao incluir as tecnologias, criei um questionamento a respeito de como poderá se diferenciar, no futuro, um homem de uma máquina, se enquanto na atualidade estes se misturam e até trocam de papeis com o desenvolvimento das sociedades, o que possibilitaria a um robô ser visto perfeitamente como humano, por exemplo. Posteriormente as minhas deduções, nosso grupo de trabalho debateu e novas relações ficaram-me visíveis com os comentários de meus colegas, como, por exemplo, a nossa segunda encenação que se aproxima do que Rushkoff menciona ao final de sua escrita, em que ser humano é estar integrado coletivamente e que qualquer futuro incidirá sobre todos os indivíduos, na mesma medida que na peça realizada a segregação imposta por alguns salienta que viver sozinho resulta na perda de sentido da própria vida. Logo, do que adianta para os mais abastados economicamente investir em uma fuga para evitar uma catástrofe, se tal ação implicará na solidão causada pela falta de empatia. Por fim, tentamos relacionar o conteúdo do texto ao nosso tema Lazer e chegamos a algumas exemplificações, dentre elas: a concepção de que o poder aquisitivo influi sobre as possibilidades de recreação que cada grupo tem; a crescente preferência de se divertir com um aparelho tecnológico a ter que socializar com outras pessoas (talvez porque o aparelho seja mais difícil de lidar, já que não tem consciência por enquanto); e o investimento massivo no fomento e inovação do lazer tecnológico sobreposto ao voltado para práticas mais tradicionais, como, por exemplo, brincadeiras de rua e jogos de maior interação social.

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